sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Eu sou é tricolor, amém!
Tricolores,
Meu amigo João Paulo é um santo homem, uma das figuras mais queridas aqui do nosso pedaço, e desfruta de grande prestígio com a alta hierarquia da casa. Como talvez saibam, ele sequer é brasileiro ou carioca, mas a partir de 1980 - naquela decisão do Campeonato Carioca com o Vasco, quando aproveitamos sua presença na cidade e cantamos sua música -, João Paulo nos tem ajudado em muitos momentos decisivos.
Já lhes devo ter contado que meu amigo tem absoluta convicção de que o descrente mais empedernido muda radicalmente de atitude, quando está em campo o seu time de coração: "Nas arquibancadas, não existem ateus", ele nos ensina. De temperamento alegre, mas contido, João Paulo costuma ser muito discreto em suas falas e comentários. Em geral, usa parábolas ou faz citações bíblicas para expressar seu pensamento. Por isso, não poderia perder a rara oportunidade de lhes contar uma pequena história que o amigo nos confidenciou. Como se trata de um episódio bem antigo, tomarei a liberdade de manter o nome verdadeiro de seu protagonista: padre Antonio Romualdo da Silva.
Disse-nos o João Paulo, que padre Antonio Romualdo era um grande tricolor e não perdia um único jogo do Fluminense. Seguia nosso time a todos os estádios do país, acompanhado de uma inseparável máquina fotográfica, na qual registrava, orgulhoso, as jogadas de nossos craques. Sofria terrivelmente durante as partidas e, se por acaso perdíamos, era acometido por um mau humor profundo e demorado. Entre outras consequências, não concedia absolvição a ninguém. Justamente em uma segunda-feira, após uma decepcionante atuação tricolor, deu-se o fato que o João Paulo nos contou.
Após a missa da manhã, um rapaz procurou o religioso no confessionário, para aliviar sua alma aflita. Bastante impaciente, nosso padre ouviu o pecaminoso relato, e já preparava uma rigorosíssima penitência, quando o jovem atribuiu sua má conduta da véspera à derrota do Fluminense. João Paulo disse que a revelação inesperada permitiu ao padre Antonio Romualdo reavaliar a situação em outra perspectiva: "O jovem não era de todo mau. Errara, é certo, mas que fazer? São deslizes da juventude, coisa que a maturidade resolverá". Decidiu adverti-lo com severidade, determinou que se recolhesse à sua residência e, após profunda reflexão sobre os seus atos, se prostasse de joelhos e repassasse dez vezes seguidas o Hino do Fluminense. Completo!
Meu amigo João Paulo é um santo homem, uma das figuras mais queridas aqui do nosso pedaço, e desfruta de grande prestígio com a alta hierarquia da casa. Como talvez saibam, ele sequer é brasileiro ou carioca, mas a partir de 1980 - naquela decisão do Campeonato Carioca com o Vasco, quando aproveitamos sua presença na cidade e cantamos sua música -, João Paulo nos tem ajudado em muitos momentos decisivos.
Já lhes devo ter contado que meu amigo tem absoluta convicção de que o descrente mais empedernido muda radicalmente de atitude, quando está em campo o seu time de coração: "Nas arquibancadas, não existem ateus", ele nos ensina. De temperamento alegre, mas contido, João Paulo costuma ser muito discreto em suas falas e comentários. Em geral, usa parábolas ou faz citações bíblicas para expressar seu pensamento. Por isso, não poderia perder a rara oportunidade de lhes contar uma pequena história que o amigo nos confidenciou. Como se trata de um episódio bem antigo, tomarei a liberdade de manter o nome verdadeiro de seu protagonista: padre Antonio Romualdo da Silva.
Disse-nos o João Paulo, que padre Antonio Romualdo era um grande tricolor e não perdia um único jogo do Fluminense. Seguia nosso time a todos os estádios do país, acompanhado de uma inseparável máquina fotográfica, na qual registrava, orgulhoso, as jogadas de nossos craques. Sofria terrivelmente durante as partidas e, se por acaso perdíamos, era acometido por um mau humor profundo e demorado. Entre outras consequências, não concedia absolvição a ninguém. Justamente em uma segunda-feira, após uma decepcionante atuação tricolor, deu-se o fato que o João Paulo nos contou.
Após a missa da manhã, um rapaz procurou o religioso no confessionário, para aliviar sua alma aflita. Bastante impaciente, nosso padre ouviu o pecaminoso relato, e já preparava uma rigorosíssima penitência, quando o jovem atribuiu sua má conduta da véspera à derrota do Fluminense. João Paulo disse que a revelação inesperada permitiu ao padre Antonio Romualdo reavaliar a situação em outra perspectiva: "O jovem não era de todo mau. Errara, é certo, mas que fazer? São deslizes da juventude, coisa que a maturidade resolverá". Decidiu adverti-lo com severidade, determinou que se recolhesse à sua residência e, após profunda reflexão sobre os seus atos, se prostasse de joelhos e repassasse dez vezes seguidas o Hino do Fluminense. Completo!
Comentários:
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Bom dia Blogueiro
Somente hoje pude ler a sua crônica. Excelente!!!
Fico imaginando como estaria o humor do homem santo com as pífias atuações de nosso timaço.
Para os jogadores talvez ele determinasse que, descendo do salto alto, alguns corressem gritando: "vou me esforçar os noventa minutos e outros que o árbitor acrescentar". Ou, "vou para de dar desculpas esfarrapadas as torcedores, ao dizer que 'estávamos desligados'.
Acho que está bem na hora de mandar alguns da turma para uma conversinha com um padre no mesmo estilo do Antonio Romualdo.
Parabéns mais uma vez.
J. Cesar
Somente hoje pude ler a sua crônica. Excelente!!!
Fico imaginando como estaria o humor do homem santo com as pífias atuações de nosso timaço.
Para os jogadores talvez ele determinasse que, descendo do salto alto, alguns corressem gritando: "vou me esforçar os noventa minutos e outros que o árbitor acrescentar". Ou, "vou para de dar desculpas esfarrapadas as torcedores, ao dizer que 'estávamos desligados'.
Acho que está bem na hora de mandar alguns da turma para uma conversinha com um padre no mesmo estilo do Antonio Romualdo.
Parabéns mais uma vez.
J. Cesar
Pois é, companheiro: eles pecam e nós pagamos a penitência!
Obrigado pelo comentário.
Saudações Tricolores,
JT
Obrigado pelo comentário.
Saudações Tricolores,
JT
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