sábado, 15 de maio de 2010
Para uma Galeria de Fla-Flus Imortais
Tricolores,
Para os amantes do futebol, uma precária linha-de-passe ou uma pelada improvisada - mesmo repleta de furiosas caneladas - têm o seu encanto e o seu interesse. Partidas oficiais, nem se fala, ainda mais quando está em campo o Fluminense. Para muitos de nós, entre todos os confrontos possíveis, as derrotas mais sofridas e as vitórias mais comemoradas ocorrem nos Fla-Flus. Proponho então elaborarmos uma galeria de Fla-Flus imortais, reunindo os jogos mais memoráveis, dramáticos ou gloriosos de todos os tempos.
Os critérios para a escolha são rigorosamente informais. Pode se tratar de uma decisão de campeonato ou de um aspecto sentimental, pessoal ou familiar. Não importa a razão, o fundamental é que na nossa biografia de tricolor esse Fla-Flu ocupe um lugar de honra, uma posição de destaque especial.
Aqui no meu grupo, já existem opiniões variadas. Os mais jovens, ou com menos disposição para um esforço de memória, citam a barriga de Renato, em 95. Os mais cerebrais, lembram da cabeça de Assis, em 84; os cínicos, preferem a mão de Wilton, em 68. Há os que defendam o primeiro confronto de 1912, a primeira vez em que enfrentamos os nove amotinados que se abrigaram no clube de regatas. Esse foi o pai de todos os Fla-Flus, marcado pelo primeiro frango de um goleiro rubro-negro e também pela primeira vitória tricolor: 3 a 2.
Para dar início à série, registro meu voto: o Fla-Flu de 1919! Naquela época, Mario Filho ainda não havia inventado o Fla-Flu, mas já se tratava de um clássico eletrizante. Em 21 de dezembro, o Fluminense jogava sua penúltima partida no returno e estava dois pontos à frente do adversário. Em uma época em que era essa a pontuação por vitória, o empate já nos daria o campeonato. Estavam presentes o Presidente da República, sua esposa, diversas autoridades, mas tudo isso é irrelevante. Vencemos a partida por 4 a 0, fomos tricampeões mas, nem aí, reside a importância maior deste jogo.
Explico. Aos oito minutos, o juiz apita pênalti contra nós. A torcida não acredita, há um momento de pânico mas, de repente, tudo parece se apequenar ou desaparecer, enquanto um homem se agiganta: Marcos Carneiro de Mendonça. O jogador rubro-negro cobra a penalidade e Marcos espalma; o rebote retorna caprichosamente aos pés do mesmo jogador que, diante do goleiro caído, desfere o tiro inapelável. Marcos ressurge, de forma surpreendente, e faz nova defesa parcial. Houve esse rebote e mais outro, um total de quatro chutes à queima-roupa e Marcos a todos defendeu. A multidão, que assistia em suspense, quase sem respirar, em assombrado silêncio, finalmente põe-se de pé e explode em delírio. Alí estava mais que um ídolo. Para a história e para a lenda, nascia o mito fundador da tradição de grandes goleiros tricolores.
Este post é baseado em um texto publicado no livro "Memórias Imortais, Glórias e Heróis da Mitologia Tricolor", Editora Corifeu.
Para os amantes do futebol, uma precária linha-de-passe ou uma pelada improvisada - mesmo repleta de furiosas caneladas - têm o seu encanto e o seu interesse. Partidas oficiais, nem se fala, ainda mais quando está em campo o Fluminense. Para muitos de nós, entre todos os confrontos possíveis, as derrotas mais sofridas e as vitórias mais comemoradas ocorrem nos Fla-Flus. Proponho então elaborarmos uma galeria de Fla-Flus imortais, reunindo os jogos mais memoráveis, dramáticos ou gloriosos de todos os tempos.
Os critérios para a escolha são rigorosamente informais. Pode se tratar de uma decisão de campeonato ou de um aspecto sentimental, pessoal ou familiar. Não importa a razão, o fundamental é que na nossa biografia de tricolor esse Fla-Flu ocupe um lugar de honra, uma posição de destaque especial.
Aqui no meu grupo, já existem opiniões variadas. Os mais jovens, ou com menos disposição para um esforço de memória, citam a barriga de Renato, em 95. Os mais cerebrais, lembram da cabeça de Assis, em 84; os cínicos, preferem a mão de Wilton, em 68. Há os que defendam o primeiro confronto de 1912, a primeira vez em que enfrentamos os nove amotinados que se abrigaram no clube de regatas. Esse foi o pai de todos os Fla-Flus, marcado pelo primeiro frango de um goleiro rubro-negro e também pela primeira vitória tricolor: 3 a 2.
Para dar início à série, registro meu voto: o Fla-Flu de 1919! Naquela época, Mario Filho ainda não havia inventado o Fla-Flu, mas já se tratava de um clássico eletrizante. Em 21 de dezembro, o Fluminense jogava sua penúltima partida no returno e estava dois pontos à frente do adversário. Em uma época em que era essa a pontuação por vitória, o empate já nos daria o campeonato. Estavam presentes o Presidente da República, sua esposa, diversas autoridades, mas tudo isso é irrelevante. Vencemos a partida por 4 a 0, fomos tricampeões mas, nem aí, reside a importância maior deste jogo.
Explico. Aos oito minutos, o juiz apita pênalti contra nós. A torcida não acredita, há um momento de pânico mas, de repente, tudo parece se apequenar ou desaparecer, enquanto um homem se agiganta: Marcos Carneiro de Mendonça. O jogador rubro-negro cobra a penalidade e Marcos espalma; o rebote retorna caprichosamente aos pés do mesmo jogador que, diante do goleiro caído, desfere o tiro inapelável. Marcos ressurge, de forma surpreendente, e faz nova defesa parcial. Houve esse rebote e mais outro, um total de quatro chutes à queima-roupa e Marcos a todos defendeu. A multidão, que assistia em suspense, quase sem respirar, em assombrado silêncio, finalmente põe-se de pé e explode em delírio. Alí estava mais que um ídolo. Para a história e para a lenda, nascia o mito fundador da tradição de grandes goleiros tricolores.
Este post é baseado em um texto publicado no livro "Memórias Imortais, Glórias e Heróis da Mitologia Tricolor", Editora Corifeu.
Comentários:
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sensacional o post dificil de menssurar o quanto fiquei emocionado.
meu caro amigo,gostaria de saber como faço para adquirir este livro no qual o texto foi baseado.
meu contato(rsbserpa@ig.com.br)
atenciosamente
rodolfo serpa filho.
meu caro amigo,gostaria de saber como faço para adquirir este livro no qual o texto foi baseado.
meu contato(rsbserpa@ig.com.br)
atenciosamente
rodolfo serpa filho.
Meu Fla x Flu para a Galeira Imortal é o da decisão carioca de 1969.
O Fluminense ficou duas vezes na frente do placar e o urubu conseguiu empatar, até que o Samarone levantou a bola para o Flávio, que chutou de primeira e fez o gol do título!
Saudações tricolores!!!
O Fluminense ficou duas vezes na frente do placar e o urubu conseguiu empatar, até que o Samarone levantou a bola para o Flávio, que chutou de primeira e fez o gol do título!
Saudações tricolores!!!
No alge dos meus 35 anos, o FLAxFLU de 95, o da barrigada, foi realmente um marco, tanto pelo jogo, quanto por alguns fatores pessoais.
Mas existe uma vaguinha também para o FLAxFLU de 2005, na final da Taça Rio. Um 4 x 1 memorável!
Saudações Tricolores do Céu e da Terra!
Douglas
Mas existe uma vaguinha também para o FLAxFLU de 2005, na final da Taça Rio. Um 4 x 1 memorável!
Saudações Tricolores do Céu e da Terra!
Douglas
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