terça-feira, 25 de maio de 2010
Hércules, um herói tricolor
Tricolores,
Em todas as mitologias, o heroísmo é o caminho pelo qual os seres humanos podem alcançar a vida eterna, mas é pela narração de suas glórias que se concretiza essa imortalidade. De forma exemplar, a Mitologia Tricolor preenche os dois requisitos: tivemos jogadores que maravilharam os gramados com feitos extraordinários; tivemos Paulo Coelho Netto, o maior historiador de um clube de futebol em todos os tempos e tivemos Nelson Rodrigues - o nosso Homero -, um gênio com a sensibilidade para tecer seus enredos fantásticos. Muito modestamente, meus amigos e eu passamos a eternidade a rememorar os primorosos capítulos da nossa Mitologia, com o singelo objetivo de imortalizar seus heróis nos corações e mentes da nossa torcida.
Mesmo quem tenha pouco interesse por questões mitológicas, já terá percebido o destaque especial atribuído a um herói em particular: Hércules, filho de Zeus. Um campeão, um grande guerreiro, Hércules venceu diversos monstros e alcançou em definitivo sua condição heróica ao realizar 12 trabalhos tidos como impossíveis. Após sua morte, foi conduzido ao Olimpo e, ao longo do tempo, teve seu nome perpetuado em inumeráveis pinturas, estátuas, poemas e filmes. A conversa que, hoje, pretendo reproduzir trata deste assunto. Aliás, não exatamente. A intenção é recordar que também temos nosso Hércules, não menos forte, não menos corajoso, e para quem igualmente reivindicamos a condição de herói. Hércules de Miranda, por muitos considerado o melhor ponta esquerda de toda a História Tricolor, nasceu em Guaxupé (MG), em 1912, começou a carreira na várzea paulista e, em sequência, jogou no Juventus, no São Paulo da Floresta e no Independente. A torcida carioca o viu pela primeira vez em 1934, quando marcou o gol da vitória paulista, na decisão do título brasileiro contra a seleção carioca.
No Fluminense, Hércules estreou no dia 12 de junho de 1935, na vitória sobre a Portuguesa de Desportos, por 3 X 1. Em 1936, juntou-se a ele o centroavante Romeu – que tinha o hábito de passar meses sem errar um passe - e ganhamos o título carioca em uma melhor de três contra os rubronegros. Em 1937, recebemos mais um grande reforço, o meia esquerda da Portuguesa Santista, Elba de Pádua Lima, o Tim, com quem Hércules formou uma das mais famosas alas esquerdas do futebol brasileiro. Passamos a ter um ataque devastador e fizemos uma campanha irrepreensível: 17 vitórias, 4 empates, uma única derrota e o saldo de 43 gols. Em 1938, fomos tri-campeões. Em 39, nosso clube se envolveu em diversas atividades de apoio à entrada do Brasil na II Guerra Mundial e perdeu o foco da competição, mas nos dois anos seguintes voltamos a vencer o Campeonato Carioca.
Entre 1935 e 1942, o nosso Hércules fez 164 gols em 176 jogos (com a impressionante média de quase um gol por partida) e, até hoje, é o quarto maior artilheiro da História do Fluminense. No tricampeonato de 36–37-38, foi o artilheiro absoluto, com o total de 56 gols. Em 1940, foi de novo o artilheiro do time, com 12 gols. Pela Seleção Brasileira, fez seis partidas e três gols, tendo atuado duas vezes na Copa do Mundo de 1938, na França. Segundo o cronista esportivo Geraldo Romualdo da Silva, Hércules tinha “um canhão no pé esquerdo e um míssil no direito”, o que justificava seu apelido de “Dinamitador”.
Todo herói é um ser singular, com virtudes e habilidades que o diferenciam dos demais mortais. No entanto, ainda maior é a glória dos que combateram as forças das trevas e do caos. O Hércules grego exterminou monstros que ameaçavam seus contemporâneos e executou 12 trabalhos impossíveis. O Hércules tricolor, entre diversas façanhas, executou 15 gols contra o clube de regatas da Gávea. Ainda hoje, em quase cem anos de confrontos, considerados todos os jogadores de ambos os clubes, ele se mantém como o maior artilheiro deste clássico. Eis um herói a quem devemos render homenagens especiais: Hércules, o “Dinamitador” de Fla-Flus.
Em todas as mitologias, o heroísmo é o caminho pelo qual os seres humanos podem alcançar a vida eterna, mas é pela narração de suas glórias que se concretiza essa imortalidade. De forma exemplar, a Mitologia Tricolor preenche os dois requisitos: tivemos jogadores que maravilharam os gramados com feitos extraordinários; tivemos Paulo Coelho Netto, o maior historiador de um clube de futebol em todos os tempos e tivemos Nelson Rodrigues - o nosso Homero -, um gênio com a sensibilidade para tecer seus enredos fantásticos. Muito modestamente, meus amigos e eu passamos a eternidade a rememorar os primorosos capítulos da nossa Mitologia, com o singelo objetivo de imortalizar seus heróis nos corações e mentes da nossa torcida.
Mesmo quem tenha pouco interesse por questões mitológicas, já terá percebido o destaque especial atribuído a um herói em particular: Hércules, filho de Zeus. Um campeão, um grande guerreiro, Hércules venceu diversos monstros e alcançou em definitivo sua condição heróica ao realizar 12 trabalhos tidos como impossíveis. Após sua morte, foi conduzido ao Olimpo e, ao longo do tempo, teve seu nome perpetuado em inumeráveis pinturas, estátuas, poemas e filmes. A conversa que, hoje, pretendo reproduzir trata deste assunto. Aliás, não exatamente. A intenção é recordar que também temos nosso Hércules, não menos forte, não menos corajoso, e para quem igualmente reivindicamos a condição de herói. Hércules de Miranda, por muitos considerado o melhor ponta esquerda de toda a História Tricolor, nasceu em Guaxupé (MG), em 1912, começou a carreira na várzea paulista e, em sequência, jogou no Juventus, no São Paulo da Floresta e no Independente. A torcida carioca o viu pela primeira vez em 1934, quando marcou o gol da vitória paulista, na decisão do título brasileiro contra a seleção carioca.
No Fluminense, Hércules estreou no dia 12 de junho de 1935, na vitória sobre a Portuguesa de Desportos, por 3 X 1. Em 1936, juntou-se a ele o centroavante Romeu – que tinha o hábito de passar meses sem errar um passe - e ganhamos o título carioca em uma melhor de três contra os rubronegros. Em 1937, recebemos mais um grande reforço, o meia esquerda da Portuguesa Santista, Elba de Pádua Lima, o Tim, com quem Hércules formou uma das mais famosas alas esquerdas do futebol brasileiro. Passamos a ter um ataque devastador e fizemos uma campanha irrepreensível: 17 vitórias, 4 empates, uma única derrota e o saldo de 43 gols. Em 1938, fomos tri-campeões. Em 39, nosso clube se envolveu em diversas atividades de apoio à entrada do Brasil na II Guerra Mundial e perdeu o foco da competição, mas nos dois anos seguintes voltamos a vencer o Campeonato Carioca.
Entre 1935 e 1942, o nosso Hércules fez 164 gols em 176 jogos (com a impressionante média de quase um gol por partida) e, até hoje, é o quarto maior artilheiro da História do Fluminense. No tricampeonato de 36–37-38, foi o artilheiro absoluto, com o total de 56 gols. Em 1940, foi de novo o artilheiro do time, com 12 gols. Pela Seleção Brasileira, fez seis partidas e três gols, tendo atuado duas vezes na Copa do Mundo de 1938, na França. Segundo o cronista esportivo Geraldo Romualdo da Silva, Hércules tinha “um canhão no pé esquerdo e um míssil no direito”, o que justificava seu apelido de “Dinamitador”.
Todo herói é um ser singular, com virtudes e habilidades que o diferenciam dos demais mortais. No entanto, ainda maior é a glória dos que combateram as forças das trevas e do caos. O Hércules grego exterminou monstros que ameaçavam seus contemporâneos e executou 12 trabalhos impossíveis. O Hércules tricolor, entre diversas façanhas, executou 15 gols contra o clube de regatas da Gávea. Ainda hoje, em quase cem anos de confrontos, considerados todos os jogadores de ambos os clubes, ele se mantém como o maior artilheiro deste clássico. Eis um herói a quem devemos render homenagens especiais: Hércules, o “Dinamitador” de Fla-Flus.
Comentários:
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É muito importante para nos tricolores conhecermos a História de nosso clube , como agora desse imortal tricolor Hércules.
Acho que muito da mitologia tricolor devemos a Nelson Rodrigues;ele falava de Hércules , de Tim , de Preguinho entre outros sempre num tom mágico e sobrenatural.
Normalmente , os clubes adotam animais para ser seus respectivos mascotes e o Fluminense adota um cartola,mas deveria adotar um animal também e penso que deveria ser em homenagem a Nelson Rodrigues , que de certa forma eternizou a historia do Fluminense.
Dessa forma nosso mascote, diferente dos demais, jamais morreria, assim como o Tricolor das Laranjeiras.
Assim sendo deveria ser a "Fénix",que morre para viver, como o time de guerreiros que o tricolor protagonizou no ultimo brasileirão.Certamente todos esquecerão das mutretas que levaram o impêrio do mal a se sagrar campeão, mas ninguem esquecerá o time de guerreiros de 2009, nunca mais, pois foi para as pessoas de bem o grande e verdadeiro campeão daquele ano.
Salve o Fluminense,nosso eterno tricolor
Rafael Almeida-tricolor de coração
Acho que muito da mitologia tricolor devemos a Nelson Rodrigues;ele falava de Hércules , de Tim , de Preguinho entre outros sempre num tom mágico e sobrenatural.
Normalmente , os clubes adotam animais para ser seus respectivos mascotes e o Fluminense adota um cartola,mas deveria adotar um animal também e penso que deveria ser em homenagem a Nelson Rodrigues , que de certa forma eternizou a historia do Fluminense.
Dessa forma nosso mascote, diferente dos demais, jamais morreria, assim como o Tricolor das Laranjeiras.
Assim sendo deveria ser a "Fénix",que morre para viver, como o time de guerreiros que o tricolor protagonizou no ultimo brasileirão.Certamente todos esquecerão das mutretas que levaram o impêrio do mal a se sagrar campeão, mas ninguem esquecerá o time de guerreiros de 2009, nunca mais, pois foi para as pessoas de bem o grande e verdadeiro campeão daquele ano.
Salve o Fluminense,nosso eterno tricolor
Rafael Almeida-tricolor de coração
Mais uma bela história de nosso amado tricolor!
Parabéns pelo comentário Rafael!
Amanhã invocarei a presença de Hércules no tapete verde do Maraca, para calibrar os pés de nossos atacantes. Saiamos de nossas casas, nossos leitos e tumbas!!!
Saudações Tricolores do Céu e da Terra!!!
Douglas
Parabéns pelo comentário Rafael!
Amanhã invocarei a presença de Hércules no tapete verde do Maraca, para calibrar os pés de nossos atacantes. Saiamos de nossas casas, nossos leitos e tumbas!!!
Saudações Tricolores do Céu e da Terra!!!
Douglas
Tem razão, Douglas. Meus amigos e eu também iremos.
Se um chute despretensioso desviar na defesa e entrar no gol rubronegro, poderá ter sido obra nossa.
Saudações Tricolores do Céu e da Terra.
Se um chute despretensioso desviar na defesa e entrar no gol rubronegro, poderá ter sido obra nossa.
Saudações Tricolores do Céu e da Terra.
Hércules está no meu Fluminense de todos os tempos, formando o ataque ao lado de Waldo. Aquele time campeão em 1936, 1937, 1938, 1940 e 1941, certamente, é o melhor da nossa história. Pena não ter havido competições nacionais à época.
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